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Encontro Nacional

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Vivemos uma época na qual a multiplicidade de diagnósticos estabelecidos pela psiquiatria se coaduna com os recursos oferecidos pela farmacologia. Ambas são hoje as propulsoras dos "GPS" dos manuais de diagnóstico (DSM e CID) que tendem a enquadrar as doenças mentais em modelos padronizados com suas classificações por "transtornos". Frente a essa pulverização diagnóstica, a psicanálise, de acordo com as indicações de Freud, mantém os três diagnósticos estruturais de neurose, psicose e perversão. São estruturas clínicas que se referem a posições diferentes da subjetividade em relação à linguagem e ao gozo, cada uma com sua lógica própria, cada qual com seu mecanismo específico de constituição, permanecendo irredutíveis umas às outras, sem um entrelaçamento possível entre si. Quais são os consequentes enlaces e desenlaces que decorrem, em cada sujeito, da referência a cada uma dessa estruturas e a seus tipos clínicos? 

 

Para arguir tal diagnóstico é preciso tomar a travessia pelo Complexo de Édipo como elemento fundamental que descortina a posição de cada um frente aos modos de negação do Édipo, nominados de recalque na neurose, de desmentido na perversão, e de foraclusão na psicose.

 

Essa negação, como escreveu Quinet, se expressa no neurótico por um “não quero saber sobre isso”, no perverso por um “eu sei... mas mesmo assim”, e no psicótico por “eu não sei nada disso”. Como se modulam os laços dos sujeitos e suas impossibilidades segundo essas modalidades de negação do saber? E como apreender na clínica os modos de questão sobre a existência como ser sexuado e mortal para se pensar o possível de lidar com a castração? 

 

Por outro lado, para a psicanálise, orientada pelo campo lacaniano, não há diagnóstico que se sustente a priori e que se dê fora do laço transferencial. E assim cada diagnóstico só é válido para

 

 

 

 

 

um sujeito: um a um. Com a clínica dos discursos, como laços sociais, Lacan promove uma ampliação dessa leitura, introduzindo as modalidades subjetivas de laços (ou dos fora dos laços) que constituem o sujeito dentro da

civilização e seu consequente mal-estar. E com a clínica do nó  borromeano e do sinthoma como quarto elo, Lacan abre o caminho para se pensar a clínica a partir dos enlaces de três registos do ser falante: o Real pulsional, o simbólico do Inconsciente, e o Imaginário do corpo. Desta forma, é importante retomar o conceito de sintoma, como o nome que se dá ao sinal de sofrimento do humano no corpo e na mente e também ao que faz laço entre os três registros psíquicos. 

 

Se na psiquiatria o termo "sintoma" desapareceu para dar lugar ao “transtorno” (DSM V), para o analista ele permanece sendo uma forma paradoxal de satisfação que deve ser acolhido, pois constitui, de início, uma mensagem do sujeito à busca de um receptor. Longe de diagnosticá-lo para ser suprimido imediatamente, o analista faz o sintoma falar estando advertido de que não há sujeito sem sintoma, pois esta é a "maneira de gozar do Inconsciente" (Lacan). A psicanálise é o tratamento que vai do sintoma como patológico (de pathos - sofrimento) ao sinthoma lógico que enlaça a estrutura.

 

Em suma, nossa proposta nesse XVI Encontro dos Fóruns do Campo Lacaniano - que ocorrerá em Curitiba entre os dias 30 de outubro a 02 de Novembro - é debater os enlaces e desenlaces para cada sujeito relativo aos seus vínculos com seus outros, assim como os enlaces da subjetividade entre os registros real, simbólico e imaginário. Esperamos, assim, promover laços não só entre nossos pares mas também com colegas de outros campos do saber que se entrelaçam com a psicanálise.

 

Sandra Mara Nunes Dourado

Subtemas
 

Enlaces iniciais e desenlaces finais da análise: o amor e seus avatares

Os nós de uma análise - impasses e rupturas

Os laços do sintoma nas neuroses

Os laços do sinthoma na psicose (o quarto nó)

Os gozos e os laços sociais hoje (da toxicomania à internet)

Novas e antigas figuras da perversão

Enlaces da psicanálise com outros campos do saber

Clínica do laço social em ato (acting out, passagem ao ato, etc)

 
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Os interessados em apresentar trabalhos deverão encaminhar o resumo junto com o comprovante do depósito bancário para o e-mail de acordo com as seguintes instruções:

 

•   Texto em arquivo formato Word versão 2003 ou superior

•   Arquivo contendo duas páginas

•   Folha de rosto com o título do trabalho, nome completo do autor, instituição a qual pertence, formação e e-mail.

•   Folha do argumento apenas com o título do trabalho e o resumo, contendo a contextualização do tema e objetivo do trabalho, deve limitar-se a 2000 caracteres.

•   Envio do argumento até 30 de julho

 

O resultado da seleção dos argumentos será divulgado até o dia 20 de setembro e os autores cujos trabalhos tiverem sido selecionados terão até 10 de outubro para enviar o texto completo para o e-mail: ccientificacuritiba@gmail.com

 

A versão definitiva só será aceita com 10.000 caracteres com espaço.

 
Informações e Inscrições

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